domingo, 30 de março de 2008









Dias 26 e 27 acontece a 1ª Seletiva Estadual de Basquete de Rua de Sergipe, as inscrições começam dia 02 de abril de 2008 e vai até o dia 18 do mesmo mês.

As inscrições poderão ser feitas na Casa da Rua da Cultura, localizada a Praça Camerino, 210 - Centro, ou ainda para quem é do interior do Estado pode solicitar a ficha de inscrição através do email:cufasergipe@gmail.com, preencher e enviá-la para o mesmo email.
A partir do dia primeiro estaremos disponibilizando neste blog o regulamento do torneio, bem como as regras do jogo.
Forme sua equipe e venha participar!

segunda-feira, 24 de março de 2008

DIA MUNDIAL DO TEATRO


Comemora-se a 27 de março, o Dia Mundial do Teatro, uma arte que nasceu do rito, seja ele religioso, fúnebre, festivo, civil ou de guerra. Os povos primitivos por meio da dança costumavam exprimir seus estados emocionais e dramatizar situações, notadamente relacionadas com a luta do homem contra o destino, as forças da natureza, o sexo e a vingança.Atribui-se a Téspis, no século VI A C, esta invenção genial que veio possibilitar o trânsito da primeira forma lírica e narrativa, para uma tentativa de representação dramática. Atribui-se a ele, também, a invenção de um carro que funcionava como um teatro portátil, e levava as representações às praças públicas. Em tais oportunidades, Téspis mascarava seus atores com unturas de borra de vinho, tornando-se também o precursor das famosas máscaras gregas. É dele, ainda, a introdução no coro, ( que era realmente o que constituía a parte representativa da antiga tragédia) de um ator que iria narrar as ações de um personagem ilustre, para desta forma, não parando a ação do teatro, permitir com que o coro obtivesse um breve descanso em seu contínuo trabalho. Sua obra foi também, a precursora da informação e do jornalismo, já que Téspis captava nas aldeias e cidades por onde passava, estórias e notícias daquela localidade e as transformava no texto que iria apresentar na aldeia ou cidade para onde estivesse se dirigindo. Tais informações chegaram até nós através de Horácio, em sua "Arte Poética", escrita cinco séculos após.A arte no geral criou a conceituação de ser vanguarda e precursora das conquistas sociais e políticas das civilizações que se seguiram até nós. Não deve andar a reboque de nada e de ninguém. Deve ater-se aos fatos, narrar acontecimentos, procurar conscientizar a sociedade na busca de melhores caminhos que a conduzam ao que Bertold Brecht propôs em sua obra : o homem como parceiro do homem, na procura do bem comum, da paz e do progresso da humanidade. A arte que costuma incensar os governantes, que produz o chamado "besteirol", que não coloca a cabeça do espectador para pensar e raciocinar, é uma arte comprometida com o retrocesso, voltada unicamente para o lucro fácil das bilheterias, descompromissada com o futuro e inimiga do progresso dessa mesma humanidade.Neste particular o teatro brasileiro, salvo raras exceções, nos dias que correm, está mais voltado para ser retaguarda, abdicando da sua missão de ser a vanguarda cultural e social. É bom que se diga que vivemos hoje, tempos difíceis, onde a censura econômica tomou o lugar da censura ideológica que vigorou nos tempos do regime militar, como a denunciar uma ditadura invisível travestida de conceitos democráticos. Porém, é sempre bom lembrar que a cultura brasileira, mais precisamente o teatro e a música popular, produziram nos anos de chumbo aquilo que conceituo como melhor período de nossa produção artística. Driblando a censura, optando por caminhos alegóricos, mas sempre denunciando a opressão e o cáos social, transformando o regime de então, na grande musa inspiradora. Celebramos neste 27 de março mais um Dia Mundial do Teatro, com as apreensões de sempre, mas, voltando a Téspis, o primeiro dramaturgo de que se tem notícia, a quem pertence a criação de um diálogo entre o coro e um ator que personificava Dionísios. Tal personagem, recebeu a denominação de "hipocrates", que significava, o respondedor. Tal diálogo, presenciado por Solon, o teria deixado perplexo a ponto de indagar Téspis, se não tinha vergonha de se fazer passar por outra pessoa, de mentir publicamente daquele modo. Em resposta, Téspis disse a Solon que não havia mal algum em suas palavras ou em sua conduta, porquanto tratava-se apenas de um jogo, ao que Solon respondeu : "Mas se aceitamos e aprovamos o jogo, terminamos por encontrá-lo transformado em realidade em nossos contratos." Com o tempo a palavra "hipocrates", deu lugar a um novo significado : hipócrita, fingido, mentiroso. Que no futuro, os criadores da cultura cênica de hoje, não venham a ser reconhecidos por tal terminologia, ao "aceitar docemente" as atuais regras do jogo. Sempre é tempo de pensar e mudar.



CARLOS PINTO

Jornalista

terça-feira, 18 de março de 2008



LANÇAMENTO DO LIVRO "FALCÃO MULHERES E O TRÁFICO"


Está previsto para o dia 28 de abril de 2008, o lançamento do livro FALCÃO MULHERES E O TRÁFICO, de Celso Athaíde e MV Bill, ambos fundadores da CUFA.
O que tem de diferencial no lançamento? é que o mesmo será primeiramente lançado no Presídio Feminino de Aracaju, onde as internas terão a oportunidade de conhecer um pouco mais a CUFA, bem como participar da gravação de um documentário intitulado BRASILEIRAS.
Além de Bill e Celso, contaremos também com a presença de Nega Gizza.
Bem, além do lançamento no PREFEM, estamos programando também para fazê-lo no Teatro Tobias Barreto, com alunos das escolas públicas e aberto a sociedade.
Para dar uma mostra do quanto o livro é maravilhoso, contundente, forte, realista, segue o release da obra.



Falcão – Mulheres e o Tráfico,
de Celso Athayde e MV Bill



Falcão — Mulheres e o Tráfico é a continuação do projeto pioneiro que resultou no documentário e no livro Falcão — Meninos do Tráfico, lançado no ano de 2006, em co-edição da Central Única das Favelas (Cufa) com a Objetiva. Trabalhando em favelas de todo o Brasil com meninos envolvidos no tráfico de drogas, os autores MV Bill e Celso Athayde descobriram que a vida desses "falcões" estava visceralmente ligada à trajetória de suas mães, filhas, irmãs, amigas, esposas e namoradas.

Em Falcão — Mulheres e o Tráfico, os autores contam histórias de mulheres de diferentes idades, valores e projetos de vida, que de alguma maneira passaram a interagir e, em alguns casos, a integrar a indústria do tráfico de drogas. Este livro é o relato de como os autores conheceram essas mulheres e de sua convivência com elas. Além disso, é também um esforço para que o Brasil conheça a história delas.

"Não queremos que nossa contribuição se limite aos filmes, documentários e livros, que, é claro, têm sua importância. O mundo no qual penetramos nos mostrou o quanto o problema é grande, o quanto o buraco é mais embaixo. Ao tentar desmistificar a questão dos jovens, descobrimos que essa realidade está entrelaçada, formando uma teia com outras realidades. Nessa teia, estão, também, elas, as mulheres", escreve Athayde na apresentação do livro.

Realizado a partir de oito anos de entrevistas, Falcão — Mulheres e o Tráfico é narrado em primeira pessoa pelos autores, que transcrevem numa linguagem franca e direta as conversas que tiveram com dezenas de mulheres em favelas de todo o país sobre suas experiências com o tráfico de drogas. São relatos emocionados, duros, e muitas vezes chocantes, de mães que perderam filhos ainda jovens, de mulheres embrutecidas pela violência e que passam a comandar o tráfico com mão-de-ferro, de tristes prostitutas que se vendem por um punhado de drogas – em suma, mulheres que aprenderam a viver sob uma nova ordem moral.

Ao tratar dessa realidade feminina brasileira, Falcão – Mulheres e o Tráfico acrescenta uma nova dimensão à discussão sobre a desigualdade econômica e social e a questão da segurança pública. Enquanto narram suas histórias, os autores também discutem temas polêmicos como racismo, repressão policial e a importância do trabalho social e do movimento hip hop para a juventude que vive nas favelas, num livro fundamental para quem pretende entender o problema da violência no Brasil.

Sobre os autores:

CELSO ATHAYDE nasceu no Cabral, Baixada Fluminense. É um produtor pioneiro e influente no segmento do hip hop no Brasil. Antes dos 13 anos, já havia morado em quatro favelas, em abrigos públicos e na rua. Trabalhou como camelô em Madureira, onde começou a organizar eventos musicais. Com o tempo, seu trabalho começou a abrir portas para um novo universo, e ele fundou a Cufa, Central Única das Favelas, organização reconhecida pelo trabalho de inclusão social de abrangência nacional.

Desde então, Celso dirigiu e produziu o filme "Falcão — Meninos do Tráfico", que recebeu o Prêmio Rei da Espanha. Escreveu, com o rapper MV Bill, o livro de mesmo título, além de Cabeça de Porco, também com MV Bill e Luiz Eduardo Soares. Dirigiu e produziu, ainda, os documentários "Sou Soul", com Nega Gizza, e "Di Menor", com MV Bill, além do premiado clipe "Soldado do Morro", de MV Bill, junto com Roberto Oliveira. Criou o Prêmio Hutúz, o mais importante do hip hop nacional, e também a primeira Liga Brasileira de Basquete de Rua.

MV BILL é hoje o rapper mais influente do país. É escritor, compositor, arranjador, documentarista e roteirista. Com Celso Athayde, realizou o documentário "Falcão — Meninos do Tráfico" e escreveu o livro homônimo. Escreveu também, com Celso Athayde e Luiz Eduardo Soares, o livro Cabeça de Porco. Sua atuação não se limita ao setor cultural e artístico. Ele também transita pela política e pelos movimentos negro e social. Seu desempenho nesses segmentos o levou a receber o Prêmio Unesco — Categoria Juventude, o Prêmio de Direitos Humanos, concedido pelo Ministério da Justiça, o Prêmio Cidadão do Mundo, pela ONU, e o Prêmio Wladimir Herzog, do Sindicato de Jornalistas de São Paulo.

Bill tem 32 anos, nasceu e reside na favela Cidade de Deus. Seu trabalho fala sobre violência, discriminação e cidadania. Sua música canta a realidade das periferias, incentivando a conscientização e a valorização da cultura dos guetos no nosso país.


Título: "Falcão – Mulheres e o Tráfico"
Autores: Celso Athayde e MV Bill
Editora: Objetiva/ CUFA
Preço: R$ 39,90 (272 págs)

Assessoria de Comunicação - OBJETIVA
Simone Ruiz e Camila Pohlmann
Telefone: (21) 2199-7824
E-mail: imprensa@objetiva.com.br






DEPOIMENTOS SOBRE FALCÃO – MULHERES E O TRÁFICO


“Ao ler o livro fiquei, mais uma vez, estarrecida, impressionada e comovida. O choque foi provocado pelas histórias dessas guerreiras que constroem suas próprias éticas e visões de mundo; lógicas e referenciais, diferentes do que conhecemos, mas cujo valor é inquestionável e digno de profundo respeito.” – MARLOVA JOVCHELOVITCH NOLETO, coordenadora de Ciências Humanas e Sociais da Unesco no Brasil


“Lendo e relendo os relatos maravilhosos e assustadores, comoventes e irônicos, empáticos ou escatológicos dos autores – que nunca disfarçam como é desafiador escrever sobre o outro gênero e como o esforço exige freqüente autocrítica e auto-ironia – eu pensava o tempo todo, cada vez com mais angústia, mesmo quando me divertia com os momentos hilariantes: depois de ler, os leitores serão os mesmos?” – MIRIAM GUINDANI, professora da Escola de Serviço Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro


“Mais uma vez é demonstrada a realidade nua e crua, agora por meio do livro Falcão – Mulheres e o Tráfico, que de maneira mais nítida aponta a situação dos jovens. Além da cruel situação a que estão submetidos todos, ficam realçados as relações de machismo, o uso e abuso sexual e a vulnerabilidade à violência de gênero, somados ao racismo e à discriminação racial.” – MATILDE RIBEIRO, ministra da Secretaria de Igualdade Racial


“Mais uma vez Celso e Bill reúnem experiência, talento e coragem para mostrar esse choque de realidade aos alienados, omissos e, por que não, a alguns cansados deste país. Ressalto a coragem, pois certamente alguns hipócritas em busca de holofotes vão acusá-los de partícipes dos crimes que cruzaram seus caminhos nessa verdadeira odisséia pelas entranhas do tráfico de drogas, pela desgraça do vício e pelas vidas miseráveis e abandonadas dos favelados do Brasil. Corajosos, sensíveis e obstinados... Gente que se importa!” – MARINA MAGGESSI, investigadora de Polícia e deputada federal









sábado, 15 de março de 2008

VEM AÍ SEBAR SERGIPE!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Vem aí a 1ª Seletiva Estadual de Basquete de Rua de Sergipe.



A SEBAR – Seletiva Estadual de Basquete de Rua tem como objetivo incentivar a formação de equipes para disputar o título de Campeão Estadual de Basquete de Rua de 2008, essa seletiva segue uma proposta de promover a inserção e a integração social de jovens no âmbito cultural e esportivo.Integrados a realidades sociais distintas, a itinerância do evento, a entrada franca e a democracia peculiar à cultura de rua, imprimem uma característica do basquete de rua: em quadra, todos são iguais. Isto promovendo a auto-estima e educa para o cumprimento de regras e convívio coletivo pacífico.O projeto foi criado com o propósito de oportunizar a integração daqueles que são apaixonados pelo esporte sem fazer acepção de pessoas. O campeonato visa transformar-se num evento, onde cada participante possa mostrar o seu talento, que na maioria das vezes fica restrito às "peladas" que acontecem em ruas e praças das comunidades periféricas do país.A LIBBRA e a SEBAR buscam divulgar a modalidade esportiva Basquete de Rua, que embora tenha crescido no decorrer dos anos, em eventos ligados ao Hip Hop, não deve ficar restrita a um público específico. Por isso, esta tentativa de torná-lo visível em todo o País, possibilitando aos participantes a exposição do seu trabalho e, talvez, uma oportunidade para estes se profissionalizarem. Permeando os jogos com intervenções dos quatro elementos do hip hop: Break, DJ, Graffiti e MCs, a SEBAR realiza, na verdade, uma grande celebração da cultura urbana.Vale a pena ressaltar que cada Estado possui autonomia na organização de sua SEBAR. O Basquete de Rua é muito conhecido como “basquete arte”, marcado por jogadas geniais. Por não ser reconhecido como modalidade esportiva, não se prende às regras convencionais.
A liberdade de criar novas regras é o que caracteriza o esporte, por isso, utilizando esse recurso, a LIBBRA e, conseqüentemente, a SEBAR, realizam suas disputas na versão 4X4, com duas cestas, para dar mais velocidade aos lances da partida, o que se configura como uma inovação para a categoria.

O QUE É BASQUETE DE RUA

O Basquete de Rua é uma modalidade esportiva inspirada no Streetball, oriundo das periferias norte-americanas, e na Cultura Hip Hop, movimento de expressão popular baseada em 4 elementos distintos, que vêm ganhando a cada dia mais força em todo o país. Apesar de possuir os mesmos elementos básicos do Basquetebol “tradicional”, o Basquete de Rua difere-se totalmente; desde as regras do jogo até mesmo o ambiente onde é realizado. Como o próprio nome diz, o Basquete de Rua sempre acontece em locais não convencionais, muitas vezes improvisados em ruas, quadras públicas ou em baixo de viadutos. Forte peculiaridade desta modalidade é a presença da Música Rap tocando durante os embates (influência da Cultura Hip Hop). Porém, o que é fundamentalmente priorizado neste Estilo de jogo é a realização de passes de dribles que “desconsertem” seus adversários, tornando as jogadas mais atraentes e divertidas para os jogadores, bem como para o público que assiste. Em 2005, a Central Única das Favelas, realizou no Rio de Janeiro, durante um evento de Cultura Hip Hop denominado Hutuz, o primeiro campeonato de Basquete de Rua de expressão nacional. Desde então, em todo o país, esta modalidade vem crescendo, ganhando novos adeptos vindo inclusive do Basquetebol. Atualmente a Cufa realiza em todo país Seletivas Estaduais de Basquete de Rua e o único Campeonato Brasileiro da modalidade, denominado Liga Brasileira de Basquete de Rua – LIBBRA, consolidando cada vez mais o Basquete de Rua como uma modalidade esportiva de grande sucesso.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Mudanças

Inormamos a Tod@s que estamos passando por mudanças internas, assim que estiver tudo ok, colocaremos aqui todas as informações dos eventos a serem realizados o mês que vem.

Abraços

CUFA-SE