A Central Única das Favelas – CUFA – vem por meio desta informar a quem possa interessar que a coordenadora do Núcleo Maria Maria, da Central Única das Favelas de Salvador (BA), Ítala Herta, foi vítima de agressão policial no último sábado (dia 25), na saída de um evento, enquanto rumava para o Bairro da Boca do Rio, localizado na periferia da cidade. A agressão foi ocasionada por uma atitude, no mínimo, impensada, do taxista que conduzia Ítala e mais dois amigos.
Sem qualquer motivo aparente, o taxista Cezar Augusto da Silva Purificação chamou a polícia, suspeitando que seria assaltado. Os policiais, por sua vez, agrediram a moça e seus colegas física e moralmente, mesmo após comprovarem que não ofereciam risco algum.
A CUFA lamenta o ocorrido, não apenas por ter uma de suas integrantes envolvidas no caso, mas pelo estado de insegurança instaurado, que leva cidadãos a viverem apavorados e agirem inconscientemente; que leva a polícia a agredir antes de averiguar os fatos; que leva centenas de moradores das favelas a serem constantemente violentados em sua integridade moral e física, mesmo sem motivo aparente.
Muito mais que lamentar, a CUFA trabalha incansavelmente a fim de transformar a realidade das favelas brasileiras. Para tanto, conta com parceiros como a Polícia Comunitária no desenvolvimento de ações de prevenção ao crime e à marginalidade. Tudo isso para que todos os cidadãos de bem possam ter seus direitos respeitados e sua dignidade garantida.
Segue abaixo o depoimento de Ítala Herta sobre o acontecido na madrugada do dia 25:
"Era 00h30min de sábado quando falei para Henrique e Saturnino – dois amigos que me acompanhavam em um evento que estava ocorrendo no Centro Histórico de Salvador (Pelourinho) – que queria ir embora, pois estava cansada... Fomos! Destino? O Bairro da Boca do Rio. Nós três moramos perto uns dos outros, e dividirmos um táxi ‘amenizaria os riscos de sermos confundidos ou assaltados’ – pensamos. Ainda na saída do ‘Pelô’, encontrei minha tia (Nelma Suely), meu tio (Wilson Freitas) e meu primo (Rafael Melo), e recusei o convite de ir com eles para o ensaio do Ilê Ayê, no bairro da Liberdade, reforçando a afirmação anterior de querer ir logo para casa. Nos cumprimentamos, eles entraram no carro e eu e meus dois amigos continuamos andando em direção à Praça da Sé, onde solicitamos o serviço de táxi do Sr. Cezar Augusto da Silva Purificação. Ainda no meio do caminho, o carro do meu tio acompanhava o táxi e nos cumprimentamos de longe. Tudo parecia muito tranqüilo dentro do carro: conversávamos apenas sobre o final daquela noite, sobre o evento, sobre o lugar por onde passávamos...
Chegando ao início da ladeira da Fonte Nova, o taxista parou o carro e alegou que uma das portas se encontrava aberta. Abri e fechei minha porta e pedi aos outros que conferissem as outras portas. Todos disseram ‘Não tem nenhuma porta aberta!’, e eu complementei: ‘Por favor, taxista, leve o carro adiante, pois tenho medo de assalto.’ Olhando pelo retrovisor, ele ligou a lanterna do seu carro, sinalizando algo. Nenhum dos três entendia o motivo d’ele ter parado naquele local, àquela hora... Nesse mesmo momento, ainda com o carro parado, Cezar Augusto começou a gritar e a se debater dentro do carro. De maneira muito rápida, travou as portas do veículo com os três dentro e saiu do carro gritando e afirmando que era um assalto, que eu e os meus dois amigos éramos assaltantes! Neste exato momento, uma viatura da polícia civil pela qual nós tínhamos passado sem perceber, antes da ladeira, atendeu aos sinais e acusações do taxista.
Com armas em punho, os policiais gritavam e mandavam todos deitarem no chão. Eu e os meus amigos, desesperados com os gritos e as acusações do taxista diante da polícia, saímos pela única porta aberta do táxi. Nesse momento, eu caí de cara no chão... Os meninos já estavam rendidos. Eu levantei com a roupa toda ensangüentada e desesperada, pedindo para que os policiais não atirassem, porque nos éramos inocentes. Disse que a abordagem deles era ilegal e um dos policiais pegou no meu braço, me jogou no chão, e em voz alta e com sua arma apontada para minha cabeça, falou: ‘Cala a boca, sua puta! Ilegal o quê, sua vagabunda?’. Me viraram de costas. No chão e com a cara no asfalto, rendida, começaram a me revistar, levantaram minha blusa. Procurando a arma, abaixaram a roupa de Saturnino. Henrique, também rendido pelos os policiais, clamava para nenhuma daquelas armas disparar contra nós.
Lembra do meu tio? Deus que o colocou no nosso caminho, atendendo ao pedido do meu primo, que reconheceu que o táxi parado era o meu. Eles pararam o carro a alguns metros de distância e subiram a ladeira correndo, gritando pelo meu nome, pedindo para não atirarem, pois eram pessoas inocentes que se encontravam no chão. Minha tia, já pensando o pior ao me ver no chão, ensangüentada.
Ainda no chão, os três humilhados e rendidos, olhávamos para o taxista, que a essa altura já tinha se tocado da atrocidade que havia cometido. Porém, o acontecimento não acabou por aí. Nós fomos interrogados no local, e fomos encaminhados – e não, acompanhados – à delegacia, o que significava que as vítimas não eram Ítala, Saturnino e Henrique, mas sim o taxista!
Levei cinco pontos no queixo e ainda estou com hematomas no meu corpo. Na delegacia, fizeram meus amigos mostrarem se realmente tinham dinheiro para pagar o serviço de táxi. Tentaram nos coagir, um deles afirmando conhecer o Henrique de algum lugar. Um dos policiais gritava comigo ao ouvir minhas reivindicações, me mandando sair da frente dele e ordenando que eu fosse me sentar bem longe de suas vistas. Justificavam que o Cezar Augusto era um trabalhador assustado, vítima de assalto por três vezes...”
Este é apenas um retrato da violência que atinge milhares de cidadãos brasileiros. Um relato que se repete todos os dias, em cada periferia. Um quadro que a CUFA, ao lado de seus parceiros, luta para mudar e acredita que um dia será diferente.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
CORTEJO CIRCENSE NA COMUNIDADE PANTANAL
A história do Circo no Brasil começa no século XIX com famílias e companhias vindas da Europa, onde agruparam-se em guetos e manifestavam sentimentos diversos através de interpretações teatrais onde não demonstravam apenas interesses individuais e sim despertavam consciência mútua. O circo é umas das mais antigas artes de espectáculos do mundo. Teve origem em povos da Eurásia, na época a sociedade era constituida por três classes sociais; clero,(classe formada por membros da igreja)nobreza,(formada por reis, condes duques e pela alta burguesia) e a plebe (classe da qual a maior parte da população participava)o clero proibia manifestações culturais que criticassem a igreja de forma geral, daí surgiram os Saltimbancos, nômades que andavam em suas carroças pelas pequenas cidades fazendo peças e espetáculos, mascarados eles criticavam ao clero e a nobreza, a forma de pensar de todos que se submetiam ao poder dessas classes.
Hoje o circo é considerado arte, mais que isso, é inclusão social nas mãos de quem tem amor as artes circenses, prova disso são os grupos OFICINA ALTERNATIVA E SER CIRCO, que fez um lindo trabalho no domingo passado, dia 26 de outubro na comunidade Pantanal, entram em cortejo todos fantasiados levando junto consigo uma lona de circo diferentes de todas as outras, mas acolhedora onde crianças da comunidade puderam entrar.
Palhaços, malabaristas, pernas de pau, distribuição de nariz de palhaço, balas... Foi inesquecível para muitas crianças, que seguiram todo o cortejo sem dar pinta de cansaço. Temos certeza que essa ação vai está por muito tempo no coração e na cabeça da meninada.
OBRIGADO OFICINA ALTERNATIVA E SER CIRCO, VOCÊS FAZEM A DIFERENÇA!
sábado, 25 de outubro de 2008
Encontro Nacional CUFA/PRONASCI
Foram 4 dias de trabalho intenso, não paramos um só minuto, mas valeu a pena. Foi emocionante ver todos os 27 Estados da Nação reunidos com um só objetivo. Emocionante também foi recebermos visitas ilustres dentre elas os Ministros da Justiça e Igualdade Racial.
Saímos de lá com a sensação de dever cumprido e com as malas cheias de conhecimento e vontade de trabalhar; parabéns a todos e todas, parabéns a CUFA que está entrando na adolescência, mais informações e cobertura completa do encontro: http://www.cufa.org.br/blog/
domingo, 19 de outubro de 2008
CUFA/SE EM BRASÍLIA: ENFRETAMENTO DA VIOLÊNCIA ATRAVÉS DA CIDADANIA


Luciana Cavalcante, coordenadora da CUFA/SE embarca neste domingo para Brasília afim de participar da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública com Cidadania. A Conferência tem como proponente o Ministério da Justiça, que visa construir estratégias de enfrentamento da violência, priorizando a prevenção e possíveis causas, por meio do Plano Nacional de Segurança Publica e Cidadania (Pronasci).A valorização do profissional de segurança, o envolvimento da comunidade na prevenção da violência e a reestruturação do sistema penitenciário são alguns dos eixos de trabalho do Pronasci, já vem sendo implantado em vários estados do país. Em Sergipe, esse plano tem sido trabalhado na construção de presídios e dentro do sistema prisional.Representantes de todas as CUFAS estarão presentes, apresentando seus trabalhos, e de que forma estes têm contribuído no enfrentamento da violência, desenvolvendo projetos sociais junto à comunidade e bases de seguranças comunitárias. Aproveitando o momento de encontro, a CUFA fará reuniões de planejamento, em especial da LIBBRA 2009. Toda a cobertura do evento será disponibilizada do site do Ministério de Justiça e também da CUFA.
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
SEIDES LANÇA EDITAL PARA TRABALHOS CIENTÍFICOS SOBRE A MULHER EM SERGIPE
Fortalecer o desenvolvimento de estudos e pesquisas científicas que abordem a temática da mulher em Sergipe. Foi com essa motivação que a Secretaria de Estado da Inclusão, Assistência e do Desenvolvimento Social (Seides), através da sua Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres (CPPM), lançou o Edital 001/2008, instituindo o Prêmio “Mulher e Igualdade de Gênero 1ª Edição”.
A premiação será concedida a profissionais atuantes em diferentes áreas, professores do Ensino Superior e estudantes de graduação e especialização que desenvolvem pesquisas sobre mulher e relação de gênero. O objetivo é socializar estudos e pesquisas nessa área, que servirão de subsídio para elaboração e implementação das políticas públicas para as mulheres em nosso Estado. O prazo para as inscrições começa teve início em 7 de outubro, e vai até o dia 7 de novembro.
O edital, que pode ser encontrado no site da Seides (www.seides.se.gov.br), faz parte da programação da campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, que acontece no mês de dezembro. No total, serão contemplados seis trabalhos em duas categorias. Três para monografias ou artigos científicos realizados por estudantes de graduação ou especialização e três para relatórios de pesquisa ou experiências realizadas por profissionais atuantes em diferentes áreas e professores do Ensino Superior. Os valores das premiações são respectivamente R$ 1.500 e R$ 3.000,00 para os três trabalhos mais relevantes em cada categoria. A comissão avaliadora do processo será formada por professores da Universidade Federal de Sergipe, Universidade Tiradentes e Faculdade Pio Décimo.
Para a coordenadora Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Neusa Malheiros, esse tipo de ação é fundamental para a implementação definitiva de uma política pública para as mulheres no Estado de Sergipe. “Nós sabemos que hoje existem diversos profissionais fazendo pesquisas nessa área, mas muitas vezes não são divulgados e um dos objetivos do prêmio é justamente dar visibilidade a essa produção científica. A política pública ganha corpo a partir desse tipo de mobilização e os estudos científicos vêm contribuir para dar visibilidade à situação da mulher no nosso Estado”, destacou Neusa.
“Este prêmio é de extrema importância pois estimula a mulher a refletir sobre sua condição e estimula a pesquisa e o pensar científico sobre as relações de gênero”, disse a secretária de Inclusão Social Ana Lucia Menezes. “Esta é uma ação do Governo Marcelo Déda para incentivar a pesquisa científica e fazer a sociedade voltar o olhar para as relações de gênero”, acrescentou Ana Lucia.
A premiação em dinheiro é uma ação do Banco do Estado de Sergipe (Banese). “A participação do Banese conosco só reforça a importância do prêmio e do tema”, finalizou a secretária.
Locais de inscrição
Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres da Seides - Rua Santa Luzia, 680, bairro São José
Núcleo de Estudos e Pesquisas de Gênero e Grupo de Estudos e Pesquisa de Exclusão, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal de Sergipe - Av. Marechal Rondon, s/n, Jardim Rosa Elze, Bloco Departamental 1, 1º andar, sala do Núcleo e Didática 2, 1º andar, sala do GEPEC, em São Cristóvão
Grupo de Estudos sobre a Mulher da Universidade Tiradentes - Av. Murilo Dantas, 300, Bloco D, sala 44, bairro Farolândia
Grupo de Estudos de Gênero da Faculdade Pio X - Rua Estância, 362/382, Centro, na Coordenação de Pedagogia, Campus 1 e Av. Tancredo Neves, 5655, Jabotiana Coordenação de Psicologia, Campus 3
Núcleo de Pesquisa e Extensão da Faculdade São Luís de França - Rua Laranjeiras, 1838, Centro
Sede do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Aracaju - Estação Cidadania, Praça Olímpio Campos, 208, Centro
A premiação será concedida a profissionais atuantes em diferentes áreas, professores do Ensino Superior e estudantes de graduação e especialização que desenvolvem pesquisas sobre mulher e relação de gênero. O objetivo é socializar estudos e pesquisas nessa área, que servirão de subsídio para elaboração e implementação das políticas públicas para as mulheres em nosso Estado. O prazo para as inscrições começa teve início em 7 de outubro, e vai até o dia 7 de novembro.
O edital, que pode ser encontrado no site da Seides (www.seides.se.gov.br), faz parte da programação da campanha dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra a mulher, que acontece no mês de dezembro. No total, serão contemplados seis trabalhos em duas categorias. Três para monografias ou artigos científicos realizados por estudantes de graduação ou especialização e três para relatórios de pesquisa ou experiências realizadas por profissionais atuantes em diferentes áreas e professores do Ensino Superior. Os valores das premiações são respectivamente R$ 1.500 e R$ 3.000,00 para os três trabalhos mais relevantes em cada categoria. A comissão avaliadora do processo será formada por professores da Universidade Federal de Sergipe, Universidade Tiradentes e Faculdade Pio Décimo.
Para a coordenadora Estadual de Políticas Públicas para as Mulheres, Neusa Malheiros, esse tipo de ação é fundamental para a implementação definitiva de uma política pública para as mulheres no Estado de Sergipe. “Nós sabemos que hoje existem diversos profissionais fazendo pesquisas nessa área, mas muitas vezes não são divulgados e um dos objetivos do prêmio é justamente dar visibilidade a essa produção científica. A política pública ganha corpo a partir desse tipo de mobilização e os estudos científicos vêm contribuir para dar visibilidade à situação da mulher no nosso Estado”, destacou Neusa.
“Este prêmio é de extrema importância pois estimula a mulher a refletir sobre sua condição e estimula a pesquisa e o pensar científico sobre as relações de gênero”, disse a secretária de Inclusão Social Ana Lucia Menezes. “Esta é uma ação do Governo Marcelo Déda para incentivar a pesquisa científica e fazer a sociedade voltar o olhar para as relações de gênero”, acrescentou Ana Lucia.
A premiação em dinheiro é uma ação do Banco do Estado de Sergipe (Banese). “A participação do Banese conosco só reforça a importância do prêmio e do tema”, finalizou a secretária.
Locais de inscrição
Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres da Seides - Rua Santa Luzia, 680, bairro São José
Núcleo de Estudos e Pesquisas de Gênero e Grupo de Estudos e Pesquisa de Exclusão, Cidadania e Direitos Humanos da Universidade Federal de Sergipe - Av. Marechal Rondon, s/n, Jardim Rosa Elze, Bloco Departamental 1, 1º andar, sala do Núcleo e Didática 2, 1º andar, sala do GEPEC, em São Cristóvão
Grupo de Estudos sobre a Mulher da Universidade Tiradentes - Av. Murilo Dantas, 300, Bloco D, sala 44, bairro Farolândia
Grupo de Estudos de Gênero da Faculdade Pio X - Rua Estância, 362/382, Centro, na Coordenação de Pedagogia, Campus 1 e Av. Tancredo Neves, 5655, Jabotiana Coordenação de Psicologia, Campus 3
Núcleo de Pesquisa e Extensão da Faculdade São Luís de França - Rua Laranjeiras, 1838, Centro
Sede do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Aracaju - Estação Cidadania, Praça Olímpio Campos, 208, Centro
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
O DIA DAS CRIANÇAS NA COMUNIDADE PANTANAL
O pote quebrado
Os grafiteiros e as crianças da comunidade
O pote repleto de doces
A CUFA/SE e alguns dos organizadores da festa
A criançada ansiosa esperando os presentes
Foi com muita animação que a comunidade Pantanal comemorou o dia 12 de outubro; a união dos moradores marcou esta data, não só pelo brilho da festa, mas também pela garra e dedicação durante a organização da mesma. Sem patrocínio de orgãos públicos ou privados, a comunidade provou que é possível ser feliz!Pela manhã aconteceu uma palestra sobre higiene bucal, com a distribuição de kits contendo pasta e escova de dente, além da distribuição de brinquedos.
A tarde teve muita música, animação, grafiti, quebra-pote, muita brincadeira e tendo como ponto de maior culminância a corrida de bicicleta, onde os vencedores das duas baterias disputadas receberam cada um uma bike novinha!
Nós da CUFA/SE parabenizamos a comunidade Pantanal, e enfatizando sempre: fazendo do nosso jeito!
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